sexta-feira, 22 de março de 2013

O outro lado da moeda

Quando uma pessoa enfrenta algum conflito com alguém, a tendência é que ela rejeite os argumentos da outra pessoa como forma de negar o problema.  Colocarmo-nos no lugar do outro é uma forma de aceitarmos que não somos donos da razão, talvez por isso tenhamos tanta dificuldade em fazê-lo. Sei disso por experiência própria e, em minha vida de madrasta, isso foi muito positivo.

Em 2006, conforme já disse anteriormente, tive muitos problemas com meu enteado. Os pais se desentendiam e a criança ficava muito confusa. Criei a comunidade o Orkut e encontrei algumas mulheres que passavam pelos mesmos problemas. Enfim, eu havia encontrado pessoas que compreendiam o que eu estava passando.

Meses depois da criação da comunidade me deparei com uma postagem chocante. A mãe do meu enteado havia descoberto a comunidade e resolveu opinar em vários assuntos. Mas, para minha sorte, ela não foi agressiva e, a partir disso, começamos um diálogo. Primeiro, conversamos na comunidade, depois trocamos e-mails. Claro que eu tinha bastante mágoa pelo que eu estava passando e ela também. Eu tive vontade de despejar um monte de coisas naquele e-mail, apontar o dedo na cara dela, acusá-la, culpá-la. Mas não fiz isso. Ela também não.

Antes desse fato eu a via como uma pessoa ruim, uma mulher recalcada que só me desejava mal. Ele, por sua vez, devia me ver como uma madrasta malvada, daquelas de contos de fadas que passava a vida maltratando o filho dela. Para nossa surpresa, encontramos mais semelhanças do que diferenças entre nós.  Tivemos uma educação parecida, tínhamos a mesma referência espiritual e até o gosto musical era semelhante. Eu não virei a melhor amiga dela, mas não duvido de casos em que isso aconteça. Meu enteado ficou bem mais tranquilo depois disso.

Num almoço na casa da mãe do meu enteado, em que eu e meu marido fomos, ele disse que me amava e me abraçou na frente de todos. Fiquei surpresa e muito feliz com aquilo tudo. Depois de muita briga e confusão, as coisas finalmente estavam se acertando. Bastou um pouco de serenidade e bom senso para que nos entendêssemos. Afinal, para quê guerra se podemos viver em paz?  

2 comentários:

  1. isso é um sonho pra mim! por que minha enteada esta crescendo e cada vez que ela vai pra casa da mãe ela volta muito diferente! parece que sente uma raiva de mim e de meus outros filhos que ela não consegue esconder, as vezes penso que a mãe dela faz isso mas não tenho certeza.. só sei que dói muito... estou cansada.. ( o maridão não percebe nada)

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  2. Meninas, ja passei por tudo isso, eu era muito nova na epoca e me iludir muito, hj mais madura mudaria muitas coisas, mas enfim o tempo nao volta. Falo para as minhas amigas: conheceu um rapaz e decobriu que ele ja tem filhos. Nem pegue o numero dele, pois o pacote e pesado e na maioria das vezes o homem acaba colando a responsabilidade de tudo em nossas costas. Pra quem eh solteira e novinha eh melhor nao aventurar... Pois eh muito complicado. Tive experiencia de morar com meu emteado de 18 anos, privacidade zero

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