Você conhece o homem dos seus
sonhos: atraente, inteligente, educado, com a vida financeira estável e que faz
de tudo para te ver bem. Você pensa em se jogar de cabeça no relacionamento até
que descobre uma situação nova para você: ele é divorciado e tem um filho desse
relacionamento. E agora?
No meu caso, resolvi encarar o
desafio. Aos 25 anos eu ainda morava com meus pais quando decidir me casar. Era
tudo novidade: ter uma casa, um marido e, esporadicamente, uma criança em casa.
No começo pensei que seria fácil, já que sempre me dei bem com crianças. Sequer
imaginava o que estava por vir.
Com pouco tempo de casamento me
vi envolvida num processo judicial de pensão alimentícia e divisão de bens. Só
aí descobri que meu marido havia feito um contrato de união estável com a
ex-mulher e que ela saiu de casa sem levar nada. Eles haviam feito apenas um
acordo informal para o pagamento de pensão para a criança. Foi um momento muito
difícil.
Nenhuma das minhas irmãs ou
amigas tiveram relacionamento com um homem com filhos e eu não tinha com quem
conversar a respeito dos meus dilemas. Os conselhos que eu recebia eram do tipo
“você escolheu por isso, agora aguenta”. Definitivamente, resignação não é o
meu forte. Faço mais o tipo revolucionária.
Depois de inúmeras tentativas sem
sucesso de melhorar meu relacionamento com meu enteado, resolvi buscar ajuda,
mas não sabia como. Criei então, em 2006, uma comunidade na rede social Orkut
para discutir o tema. Em seis meses consegui mais de 250 seguidores. Em
números, parece pouco se comparado às outras comunidades. Mas os membros eram
muito ativos.
Atualmente, mantenho a comunidade
original no Orkut e uma página no Facebook. Resolvi, então, contar um pouco da minha
história e trocar experiências com outras madrastas, padrastos e membros de
famílias tentaculares.
Então, sejam bem vindos ao blog Jovens
Madrastas!

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