Menino ou menina? Qual enteado é
mais fácil de lidar. Diz a lenda (e a lógica de Freud) que para a madrasta é
mais fácil lidar com meninos e para o padrasto lidar com meninas. Verdade? Acho
que não! Eu falo por experiência própria!
Eu brinco que estou no meu
segundo “mandato” de madrasta. Meu casamento terminou. Mas não foi por causa do
enteado. Na verdade, os problemas com ele só encobriam problemas muitos maiores,
mas isso é assunto para outra conversa. O assunto aqui é sobre gênero! Ou não.
Na minha primeira experiência como
madrasta, tive um enteado e com ele muitos problemas. Mas, à medida que o tempo
foi passando, percebia que o problema não era exatamente com ele. O problema
era com os pais. Eles se separam de forma impulsiva, não explicando para o
garoto o que tinha acontecido. Ele ficou confuso, óbvio! Depois, quando a mãe
acionou o pai na justiça, a situação se agravou, já que os pais viviam em pé de
guerra. Ele achava que tinha que tomar um lado da situação e, como vivia a maior
parte do tempo com a mãe, passou a defendê-la, mesmo sem saber o porquê.
Nesta minha segunda experiência,
tenho um casal de enteados. Com o mais velho, adolescente, tenho pouco contato.
Saímos juntos várias vezes e nunca tive problemas. Ele é educado, inteligente,
agradável e nunca me tratou mal. Já com a mais nova, de nove anos, tenho um
contato maior. Muitas vezes ela dorme em minha casa e é uma fofa! Me trata com muito carinho e nos divertimos
bastante juntas.
Neste caso, os pais se separaram
de forma pacífica e isso refletiu nos filhos. São crianças emocionalmente
saudáveis e não tem nenhuma frustração com os pais para descontar nos outros. Moral
da história: não importa muito se o enteado é menino ou menina. O que vale é a
atitude dos pais perante o divórcio e perante a guarda dos filhos.

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