terça-feira, 9 de abril de 2013

Confiança: regente da relação entre mães e madrastas


As relações são feitas de confiança, do latim, confidentia: acreditar plenamente, com firmeza. Como diz o velho ditado, confiança não se ganha, se conquista. A falta de confiança é um dos principais problemas do relacionamento entre mães e madrastas, claro que o ciúme e a disputa também dividem o status com ela.


Hoje, a minha proposta às jovens madrastas é se colocarem no lugar de outro, ou melhor, de outra, da mãe. As que são mães se dar melhor neste quesito, já que vivem na pele a intensidade do amore do instinto de proteção que se tem por um filho. As que ainda não têm, como é o meu caso, vão ter que se esforçar mais.

Você engravida, passa nove meses com um bebê na barriga, faz um monte de exames de pré-natal para que ele nasça com saúde, depois passa noites em claro amamentando, vigiando o sono ou cuidando das cólicas. 
Depois vem os primeiros dentes, os primeiros passos, a escola. E você sempre esteve lá, cuidando para que tudo desse certo. Então você se divorcia e tem que contornar os danos emocionais sofridos por ele neste processo. Quando tudo parece bem, seu ex-marido começa um novo relacionamento e apresenta a nova namorada ao seu filho.

Nova namorada = completa estranha, que você não sabe de onde saiu, que está com seu ex-marido, de quem você se divorciou por terem opiniões e sentimentos distintos ou por outro motivo mais grave, como uma traição. Enfim, esta pessoa estranha está com o pai do seu filho, que já não é a mesma pessoa que você conheceu, e você não sabe quais são suas intenções com o ex e, muito menos, com seu filho.

Além do obstáculo a vencer com a mãe, você precisa se mostrar confiável para a família do seu namorado, para a família da mãe, para os amigos e para todos que tenham alguma relação com ele, com a ex e com a criança.  Quando o caso é apenas de confiança, é fácil de ser resolvido (Lógico, se você for realmente uma pessoa confiável!!!).  Basta você mostrar a que veio. Deixe claro para todos que.

  • Você é namorada do pai da criança e não a substituta da mãe;
  • Sua intenção não é ser apenas mais um relacionamento na vida do pai e na vida da criança;
  • Você é responsável e preza pela segurança e felicidade da criança;
  • Tem plena consciência de que, na vida do seu namorado, o filho vem primeiro;
  • Não tentará, de forma alguma, separar seu namorado do filho;
  • Respeitará a criança em qualquer circunstância;
  • Respeitará as orientações dos pais em relação à educação do filho;
  • Não se intrometerá na educação dela, salvo nas ocasiões em que sua opinião será pedida.

Além de deixar tudo isso às claras - com atitudes, óbvio! Não precisa firmar um contrato – é imprescindível, que se siga à risca a dica abaixo:

     
Nunca, em nenhuma hipótese, nem sob tortura, fale mal da mãe do seu enteado na frente dele.

Os motivos são óbvios:

  • Ele defenderá a mãe e ficará contra você;
  • Ele contará para a mãe;
  • Pode (certamente vai) criar um mal estar entre vocês duas;
  • Ela perderá qualquer confiança que tinha, ou poderia vir a ter em você;
  • Seu namorado ficará numa situação desconfortável;
  • Etc, etc, etc, etc...  (leia-se mil outros problemas)

E não se iluda: conquistar a confiança de alguém demora. Não pense que de um dia para o outro as coisas se resolverão. E mais: em qualquer momento esta confiança pode ser abalada, portanto, é preciso uma manutenção constante. Caso a confiança seja perdida, o tempo para recuperá-la pode ser o dobro gasto para conquistá-la.

Sim, é uma tarefa árdua, às vezes injusta e ingrata. Mas quando você decidiu entrar num relacionamento com um homem com filho, você disse sim ao pacote completo!